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Take risk, be obsesive, trust your instinct!

04.11.13

Na minha vida profissional sempre fui treinado para tomar decisões com base na racionalidade. Racionalidade pura sem emoções a turvar o processo. Claro que esse treino desenvolvido em mim acabou por se expandir à minha vida pessoal, onde claro a racionalidade tem de estar presente mas também tem de ser balanceada, umas vezes mais outras vezes menos, com a emocionalidade. O bom senso é neste caso essencial para ponderar se devemos ser mais emotivos ou racionais em cada uma das situações. Parece fácil, mas não é porque o mundo está normalmente "short" em bom senso.

 

A boa tomada de decisões na vida profissional está muito dependente, em especial no inicio da carreira, da capacidade de dominar variáveis técnicas. Por isso é importante adquirir algumas competências que nos preparem melhor para tomar boas decisões e fazer um bom trabalho, ou seja, fazer algo apreciado pelos outros. Os cursos, as pós-graduações os MBA são por isso boas ferramentas nesta fase da vida.

 

No vector profissional as emoções atrapalham quase sempre. Decisões emocionais na vida profissional normalmente dão mau resultado a não ser que sejam acompanhadas por uma combinação explosiva de obsessão e genialidade (é o caso de alguns empreendedores, embora aqui alerto que poucos se podem dar a este luxo porque não existem muitos Steve Jobs, ou seja pessoas cuja obsessão acaba sempre em sucesso porque a combinam quase sempre com genialidade, momento, etc).

 

Porém, com o passar dos anos, já não precisamos de investir tanto tempo na componente técnica. Por um lado porque provavelmente temos alguém que faça o number crunching por nós, por outro, porque já vimos tantas vezes a mesma coisa que mesmo sem fazer muitas contas chegamos a um melhor resultado e mais depressa, muito mais depressa do que quando eramos mais jovens.

 

Tudo isto deve-se à experiência que adquirimos e que é algo intangível mas que todos temos. Uns mais, outros menos. A experiência de vida apura-nos o "instinto". O instinto é o factor crucial que devemos ter em conta em todos os aspectos da nossa vida. Por isso falamos tanto em instinto maternal, instinto paternal, instinto de negócio, instinto de sobrevivência e por aí fora. O instinto pode salvar vidas, basta ver o National Geographic.

 

Nunca devemos tomar uma decisão que vá contras os nossos instintos. Nunca. Seja ela do foro profissional, material ou emocional. É desonesto e é uma traição intelectual contra nós e contra os outros.

 

O instinto, com o passar dos anos, é a ferramenta mais poderosa que temos para a tomada de boas decisões. Não me refiro a boas decisões em termos absolutos. Refiro-me sobretudo a decisões coerentes connosco, as nossas capacidades e emoções, o nosso ecosistema e a nossa felicidade.

 

O instinto é a combinação entre inteligência, capacidades cognitivas adquiridas, ou se quisermos mais simplesmente "experiência", e emoções internas. Nunca deve ser perdida de vista. No meu caso devo dizer que sempre que não segui os meus instintos, quer no campo pessoal quer no campo profissional, arrependi-me... Quem não segue os seus instintos vive a vida dos outros, a profissão dos outros, os projectos dos outros e a felicidade dos outros e, irremediavelmente, as decisões dos outros.

 

No processo de investimento, tal como na vida, o que distingue os grandes investidores dos outros, é que são movidos pelo seu instinto e uma grande obsessão. Uma obsessão de fazer bem, de fazer melhor e diferente. 

 

Take risk, be obsesive, trust your instinct! 

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publicado às 16:17



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