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A 2014, aos falhanços e aos sucessos...

31.12.13

Já não escrevo há algum tempo porque tenho tido preguiça em escolher um tema e organizar as ideias...Porém, hoje, último dia do ano, tenho a vida facilitada com um tema bastante óbvio:2014!

 

Mais um ano de que nos despedimos, mais um ano que abraçamos.

 

2013 terá sido mais um ano duro para a grande maioria das pessoas. A crise que não se vai embora, as expectativas que esmorecem, os sorisos menos rasgados pela sombra das más noticias que nos assolam todos os dias.

 

Mas será isto mesmo assim? De acordo com a OCDE os níveis de felicidade média não se têm alterado muito em Portugal nos últimos anos. Isto apesar da crise económica...Ou seja, é possível que o dinheiro não traga mesmo felicidade e que esta não seja de todo uma função da crise ou crescimento económico. O ser humano é resiliente por natureza. Ter mais dinheiro momentaneamente pode, momentaneamente, tornar alguém mais feliz. Com o tempo, mantendo, aumentando ou diminuindo os seus níveis de riqueza o individuo regressará ao seu nível de felicidade médio.

 

Em Portugal, pelos vistos, os níveis de satisafção com a vida não são muito elevados. Não são hoje, mas pelos vistos nunca foram. Talvez na longiqua primeira metade do sec. XVIII tenha sido, mais uma vez, momentaneamente, diferente, graças ao ouro do Brasil, no reinado de D. João V.

 

Assim sendo resta-nos mudar de atitude, acreditar e fazer do ano 2014 um ano melhor. Com mais conhecimento, maturidade, serenidade, mas sem nunca perder o espririto selvagem de quem quer ganhar, aprender e fazer melhor. Só assim poderemos, colectivamente, fazer de Portugal um país mais rico, mais feliz e onde valha a pena viver e ver crescer os nossos filhos.

 

O que é realmente grave não é falhar...é não ter nada porque ou por quem falhar. Assim, se também falharmos em 2014, em 2015 vamos seguramente fazer melhor mesmo falhando outra vez.

 

Adeus 2013. Olá 2014. Vamos lá abandonar os últimos lugares do ranking de satisfação com a vida.

 

A todos, um grande ano de 2014. Com muitos falhanços e ainda mais sucessos!!! 

 

PS-Para a Mariana e para o Francisco, espero que se um dia vos apetecer escrever sobre o tema sejamos um país mais feliz!

 

PS1-Hoje será a primeira passagem de ano em 9 anos em que o meus primeiros beijos não vão ser dados aos meus filhos Mariana e Francisco...Embora não fisicamente, vou estar ainda mais perto de vocês esta noite e vou esperar ansiosamente pelo primeiro dia do ano para vos compensar e arrasar com beijos e abraços. Amo-vos muito!!!

 

 

 

 

 

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publicado às 12:36

Take risk, be obsesive, trust your instinct!

04.11.13

Na minha vida profissional sempre fui treinado para tomar decisões com base na racionalidade. Racionalidade pura sem emoções a turvar o processo. Claro que esse treino desenvolvido em mim acabou por se expandir à minha vida pessoal, onde claro a racionalidade tem de estar presente mas também tem de ser balanceada, umas vezes mais outras vezes menos, com a emocionalidade. O bom senso é neste caso essencial para ponderar se devemos ser mais emotivos ou racionais em cada uma das situações. Parece fácil, mas não é porque o mundo está normalmente "short" em bom senso.

 

A boa tomada de decisões na vida profissional está muito dependente, em especial no inicio da carreira, da capacidade de dominar variáveis técnicas. Por isso é importante adquirir algumas competências que nos preparem melhor para tomar boas decisões e fazer um bom trabalho, ou seja, fazer algo apreciado pelos outros. Os cursos, as pós-graduações os MBA são por isso boas ferramentas nesta fase da vida.

 

No vector profissional as emoções atrapalham quase sempre. Decisões emocionais na vida profissional normalmente dão mau resultado a não ser que sejam acompanhadas por uma combinação explosiva de obsessão e genialidade (é o caso de alguns empreendedores, embora aqui alerto que poucos se podem dar a este luxo porque não existem muitos Steve Jobs, ou seja pessoas cuja obsessão acaba sempre em sucesso porque a combinam quase sempre com genialidade, momento, etc).

 

Porém, com o passar dos anos, já não precisamos de investir tanto tempo na componente técnica. Por um lado porque provavelmente temos alguém que faça o number crunching por nós, por outro, porque já vimos tantas vezes a mesma coisa que mesmo sem fazer muitas contas chegamos a um melhor resultado e mais depressa, muito mais depressa do que quando eramos mais jovens.

 

Tudo isto deve-se à experiência que adquirimos e que é algo intangível mas que todos temos. Uns mais, outros menos. A experiência de vida apura-nos o "instinto". O instinto é o factor crucial que devemos ter em conta em todos os aspectos da nossa vida. Por isso falamos tanto em instinto maternal, instinto paternal, instinto de negócio, instinto de sobrevivência e por aí fora. O instinto pode salvar vidas, basta ver o National Geographic.

 

Nunca devemos tomar uma decisão que vá contras os nossos instintos. Nunca. Seja ela do foro profissional, material ou emocional. É desonesto e é uma traição intelectual contra nós e contra os outros.

 

O instinto, com o passar dos anos, é a ferramenta mais poderosa que temos para a tomada de boas decisões. Não me refiro a boas decisões em termos absolutos. Refiro-me sobretudo a decisões coerentes connosco, as nossas capacidades e emoções, o nosso ecosistema e a nossa felicidade.

 

O instinto é a combinação entre inteligência, capacidades cognitivas adquiridas, ou se quisermos mais simplesmente "experiência", e emoções internas. Nunca deve ser perdida de vista. No meu caso devo dizer que sempre que não segui os meus instintos, quer no campo pessoal quer no campo profissional, arrependi-me... Quem não segue os seus instintos vive a vida dos outros, a profissão dos outros, os projectos dos outros e a felicidade dos outros e, irremediavelmente, as decisões dos outros.

 

No processo de investimento, tal como na vida, o que distingue os grandes investidores dos outros, é que são movidos pelo seu instinto e uma grande obsessão. Uma obsessão de fazer bem, de fazer melhor e diferente. 

 

Take risk, be obsesive, trust your instinct! 

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publicado às 16:17

País desnorteado

31.10.13

Ontem não tive oportunidade, por razões que não merece esmioçar, de ver a apresentação do digníssimo vice-1º ministro, ex-irrevogalmente demissionário ministro dos negócios estrangeiros, sobre o guião para a Reforma do Estado.

Devo confessar que nem dormi a pensar no que estava a perder. Felizmente, hoje, fiquei mais descansado. Afinal não perdi nada. Nada mesmo. Infelizmente, como cidadão, pagador de impostos, voltámos todos a perder muito.

Um chorrilho de lugares comuns com os quais nos poderiamos ter cruzado em qualquer conversa de café. Um estado menos burocrático, menos pessoas mas mais bem pagas!!!??? então porque lhes cortam os salários agora?; um estado mais justo, mais descentralizado, uma economia com mais concorrência, blá, blá, blá...

Ou seja, nem uma ideia concreta! O meu filho de 5 anos tem ideias mais concretas que estes senhores: "o homem aranha é o seu super-herói favorito, eu concordo, e ponto final".

O futuro não augura nada de bom. Entre um segundo resgate ou programa cautelar. Um chumbo do tribunal constitucional à proposta de OE para 2014. Uma nova crise política e a angústia de escolher entre uma presudo-direita que não sabe o que quer e uma esquerda que sabe o que quer...gastar, gastar muito (esta é em tua honra Machadinho).

Resta-nos a Cristas que tem ideias muito concretas sobre o número máximo de animais de estimação num apartamente...ou afinal parece que não. O projecto de código de animais domésticos afinal também não é para avançar. Eis o paradigma de um país desnorteado.

 

 

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publicado às 17:13

Blitzkrieg

29.10.13

O nome do meu blog nada tem a ver com aquilo que pretendo escrever. Para quem não sabe blitzkrieg quer dizer "guerra relâmpago", uma doutrina militar operacional desenvolvida pelos alemães e aperfeiçoada na 2ª grande guerra que consistia em ataques supresa às linhas do inimigo com o intuito de causar desorientação e desmoralização às tropas contrárias.

Aqui não falaremos de belicismos nem de guerra. Mas a vida de hoje é rápida, os dias passam a velocidade relâmpago e as pessoas andam desorientadas, portanto talvez seja por aí...Ou talvez, porque apenas não consegui encontrar outro nome disponível nos blogs do Sapo, porque na realidade as coisas são muito mais acidentais do que pensadas.

 

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publicado às 08:47


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